22/04/2017
Anailê Santos Goulart, 25 anos, grávida de cinco meses, se aventura nesse ambiente dominado por homens. Ela é a única entre 174 homens, sem apoio e com muitas dificuldades, continua firme e forte com o propósito de ajudar a sua família com o seu trabalho de caminhoneira. “Todos os dias alguém aqui bate com o caminhão. Então pensavam que eu iria bater também”, diz ela. O marido Lucios, que também é caminhoneiro diz que a rejeição vai muito além do preconceito de uma mulher que não dirige bem e sim porque agora outras mulheres também querem seguir essa jornada. “Não querem misturar esposa com trabalho. Ela abriu um leque para outras mulheres. Existem outras três esposas que querem trabalhar como caminhoneira”, diz o marido de Anailê.
Anailê que era secretária virou caminhoneira pela necessidade, achava que ganharia mais dinheiro e faria seu próprio horário, hoje a mesma diz que não é bem assim, “trabalho 24 horas por dia”.
Ela carrega toneladas de mercadorias dentro do seu próprio município Vila Velha e viagens longas não estão em seus planos, pelos menos agora, com o caminhão que tem, reconhecendo os problemas que o mesmo apresenta.
Depois de anos de preparo para conseguir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria E, a família investiu em um caminhão para ela, o modelo do ano de 1973 no momento está parado e recebendo reparos para retornar ao serviço.
A família ainda tem uma comunidade nas redes sociais “Analiê no Lata Velha”, eles esperam conseguir participar do programa “Caldeirão do Huck”, da TV Globo e assim reformar o caminhão.
Viu? Quem disse que mulher não pode ser caminhoneira e andar na estrada, descobrindo e conhecendo lugares novos?
Até breve.
Grupo Dago - Transportes e Logística
Fonte: http://blogdocaminhoneiro.com/2015/03/mulher-na-pista-a-unica-entre-174-caminhoneiros/
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