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Mais de 40% das rodovias federais são boas ou ótimas

03/09/2017

Desde 2004 as rodovias públicas federais brasileiras melhoraram 24 pontos percentuais, passando de 18,7% para 42,7% em 2016. O estudo Transporte – Desempenho do Setor, Infraestrutura e Investimentos divulgado pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) avaliou a evolução da qualidade da infraestrutura, os investimentos no setor e ainda propõe ações para solucionar dificuldades.

No estudo foi avaliado 100% da malha federal do país e apesar da evolução da qualidade, 57,3% dessas estradas analisadas ainda são consideradas inadequadas para o tráfego enquanto 42,7% foram consideradas ótimas ou boas. Para a CNT, o histórico que indica que mais de 50% dos trechos estão inadequados, demonstra a falta de prioridade de investimentos em infraestrutura de transporte ao longo dos anos, mesmo sendo que por estas passam a maior parte das cargas brasileiras e dos passageiros. Foram identificados deficiências no pavimento, na sinalização e na geometria em cerca de 31 mil quilômetros, problemas esses que aumentam o custo operacional, comprometendo a segurança e causando impactos negativos ao meio ambiente.

“Apesar de o modal rodoviário ser predominante em nossa matriz, ainda convivemos, diariamente, com buracos, erosões e falta de sinalização nas pistas. As rodovias brasileiras precisam ser modernizadas, vez que foram implantadas em um período em que o volume de transporte, de pessoas e de produtos, era muitas vezes menor”, denuncia o documento. O Sudeste teve a melhor qualificação da malha rodoviária do país, com 55,4% classificada como ”ótimo ou bom”. Já as piores condições foram encontradas na região Norte, com apenas 23,4% classificadas como “ótimo ou bom”.

Com essa análise a CNT considera possível à solução dos problemas nas rodovias a maior participação da iniciativa privada em obras de infraestrutura, segurança jurídica e condições atraentes para investidores além de eficiência na comunicação do governo com o setor privado.

“Precisamos diminuir o custo do transporte, reduzir os acidentes e as emissões de poluentes. Os transportadores rodoviários precisam de mais segurança, de redução de custos e de aumento da competitividade. Para isso, os investimentos em infraestrutura rodoviária devem ser priorizados, com planejamento adequado e definição de projetos essenciais”, avalia a CNT.

Até breve.
Grupo Dago - Transportes e Logística

Fonte:
http://www.vidadecaminhoneiro.com.br/veja-tambem/pesquisa-diz-que-427-das-rodovias-federais-sao-boas-ou-otimas/


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