20/09/2017
A Comissão dos Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, representantes dos caminhoneiros criticaram em uma audiência pública o decreto presidencial que aumentou os tributos sobre os combustíveis, o que torna inviável a atividade autônoma.
Odilon Pereira da Fonseca, líder do movimento dos caminhoneiros do Mato Grosso classificou o decreto de “criminosos” e disse que a categoria não tem dinheiro para rodar com os caminhões. “Com os três rodotrens [caminhão de nove eixos] que tenho rodando, se eu conseguir colocar 12 viagens de Querência, no Mato Grosso, a Barcarela, no Pará, eu vou pagar R$ 15.380 a mais, com três caminhões”, disse, acrescentando que a viagem de 1.551 quilômetros de distância fica inviabilizada.
Sobre o repasse do aumento para o valor dos fretes, Fonseca acredita que isso pode impactar na inflação e no fornecimento de itens básicos para a população, como alimentos. “Nós estamos falidos, não conseguimos honrar com nossas contas, as contas não fecham. Nós queremos trabalhar e não queremos causar transtorno, mas no fim do mês quero conseguir pagar minhas contas”, argumentou Rogério Alberto Reame, líder da categoria de São Paulo.
Desde o início de agosto, caminhoneiros protestam com bloqueios de trechos de rodovias em todo o País, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal. Dessa forma a população vê que o Brasil deve parar, porque ninguém vai conseguir transportar mais nada com o valor que o combustível possivelmente pode chegar. Por meio de nota, a Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam) afirmou que respeitará a decisão dos caminhoneiros que optarem pela greve, mas “solicita que a manifestação seja feita em casa, com os transportadores deixando de entregar suas cargas, e não bloqueando as rodovias”.
Entendo a situação do aumento dos combustíveis: para compensar perdas na arrecadação e cumprir a meta fiscal, o governo decidiu aumentar a alíquota do PIS (Programa de Integração Social) e a do Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) incidentes sobre os combustíveis. O governo espera arrecadar mais de R$10 bilhões com esse aumento para conseguir cumprir a meta fiscal de déficit primário de R$ 139 bilhões para este ano.
Até breve.
Grupo Dago - Transportes e Logística
Fonte http://www.jb.com.br/pais/noticias/2017/08/10/caminhoneiros-autonomos-dizem-que-aumento-de-impostos-torna-inviavel-profissao/
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